Mais de um terço dos municípios alagoanos sofre com falta d’água
14/04/2018 - 12h50 em MACEIO E ALAGOAS

Lagoa da Canoa – Mesmo com a expectativa do início do período de chuvas ainda neste mês de abril, moradores de mais de um terço dos municípios alagoanos ainda sofrem com problemas no abastecimento de água. Moradores de comunidades como Lagoa Grande, no município de Lagoa da Canoa, dependem quase exclusivamente dos caminhões-pipa da operação do Exército para ter água potável durante o ano todo.

“Faz mais de cinco anos que a gente não sabe o que é ter água nas torneiras, tanto que os canos se quebraram por falta de uso e ninguém se preocupa em consertar”, afirma a dona de casa Maria da Conceição. 

Segundo ela, o líquido que chega duas vezes por semana à comunidade através dos carros-pipa é a única água para consumo humano que a maioria dos moradores da região têm acesso. “Os que possuem cisterna conseguem juntar água no período de chuva, mas quem não tem, se não tiver essa água que o Exército manda, acaba tendo que comprar. É muito caro para a nossa realidade”, declarou.

Atualmente, 38 municípios do Agreste e Sertão estão em situação de emergência em decorrência do período de estiagem, conforme portaria do Ministério da Integração Nacional publicada no Diário Oficial da União, no último dia 2 de março. No entanto, de acordo com a coordenação da Defesa Civil Estadual, os recursos federais não chegaram a ser enviados.

“Como a expectativa é de que o período de chuvas comece a partir da segunda quinzena de abril e, como também um dos requisitos do decreto de emergência é a umidade do solo – e atualmente, na maioria dos locais a terra está sendo preparada para o plantio, é possível que o recurso não seja enviado”, justificou o coordenador da Defesa Civil, major Moisés Melo.

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