Adjunto da Saúde de Maceió é exonerado após suspeita de acúmulo de funções e plantões em hospitais do governo de AL
24/08/2021 10:26 em POLÍTICA

O secretário-adjunto da Secretaria de Saúde de Maceió, Aldo Calaça, foi exonerado da função, a pedido, após a gestão do prefeito JHC (PSB) tomar conhecimento de que ele acumulava funções na prefeitura e na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) como médico. A exoneração saiu na edição do Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira (24).A gestão municipal tomou conhecimento de que o adjunto - que deveria atuar com dedicação exclusiva na pasta - também estava dando plantões e recebendo salários pela Sesau. Oficialmente, a prefeitura informou que Calaça foi exonerado, mas não detalhou o motivo.

Porém, fontes ligadas ao gabinete do prefeito confidenciaram que JHC não permitiu que o médico continuasse no cargo diante das denúncias que assolam e escancaram o uso político da pasta do Estado.

 

À Gazetaweb, o gabinete do deputado Davi Maia (DEM), que denunciou o médico Marcos Ramalho pelo acúmulo de funções, plantões em mais de um local ao mesmo tempo e o salário de R$ 72 mil no Estado, detalhou que tomou conhecimento da dupla jornada de Calaça e que a gestão de JHC acerta ao adotar a política de tolerância zero diante das suspeitas de irregularidades.

 

A exoneração do adjunto no Município acontece um dia após o governador Renan Filho (MDB) ignorar o rosário de denúncias contra Ramalho e a gestão do Secretário de Saúde, Alexandre Ayres, e afirmar, publicamente, que está “junto de Ramalho e que ele conta com a sua inteira confiança”.

 

No portal da transparência do governo de Alagoas, Calaça aparece como concursado da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) e integrante da equipe médica dos Hospitais Metropolitano e da Mata. Os vencimentos nas unidades de saúde são superiores a R$ 20 mil por mês. Já na prefeitura, o salário é de R$ 7 mil. Os números mostram que o médico não atinge o teto constitucional, atualmente em R$ 39,2 mil, salário de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).Por telefone, Aldo Calaça informou que sua saída foi motivada por razões pessoais, visto que atua como neurocirurgião e vai focar seu trabalho, apenas, nessa área, exercendo o trabalho na Santa Casa de Misericórdia de Maceió."Agradeço, nesta oportunidade, a confiança do prefeito JHC, que vem fazendo um excelente trabalho em sua gestão", pontuou.

 

As Secretarias de Saúde de Maceió e do Estado foram procuradas, mas, até a publicação da matéria, não se pronunciaram.

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