Acusada de matar namorado italiano diz que era vítima de violência sexual e que foi obrigada a fazer aborto
14/12/2021 21:27 em MACEIÓ ALAGOAS

Cléa Fernanda Máximo, que vai a Júri Popular nesta quarta-feira (15), acusada de matar o namorado italiano, Carlo Cicchelli, afirma que, ao longo do relacionamento com o advogado foi abusada física e sexualmente por ele. No julgamento, ela será defendida pela Associação AME, que atua na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica em Alagoas.A Associação AME afirmou que recebeu uma carta de socorro de Cléa Fernanda, que é ré confessa do assassinato do namorado, ocorrido em 2018. Após o recebimento da carta, a entidade assumiu a defesa e atuará no julgamento.A advogada Julia Nunes, que é presidente da associação, afirmou que decidiu assumir a defesa por entender que Cléa foi vítima de violência por muitos anos. “Foram muitos os tipos de violência sofridos por esta mulher, que chegou a ser estuprada, foi obrigada a fazer um aborto e a se prostituir para satisfazer os desejos do companheiro. Por estes motivos, a Associação AME atuará neste caso em defesa de uma mulher que sofreu muito antes de cometer este crime”, explicou Nunes.

Na carta endereçada à AME, segundo Júlia Nunes, Cléa Fernanda Máximo afirma “ter comido o pão que o diabo amassou” em seu relacionamento, esclareceu que não utilizou nenhum dinheiro da vítima, que se arrepende muito do crime e seu único intuito era salvar sua vida".

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE) afirmou na segunda-feira (13) que irá pedir a pena máxima para a alagoana. Ela matou o companheiro, escondeu o corpo por 30 dias dentro de casa, e se passou pelo namorado ao falar com a família dele pelo celular do homem, segundo a denúncia realizada pelo órgão ministerial. Os dois moravam no bairro da Ponta Grossa, parte baixa de Maceió. O Tribunal do Júri irá ocorrer no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro do Barro Duro, parte alta da capital.

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