Indústria de abate de suínos e caprinos depende do IMA
14/03/2016 11:00 em MACEIÓ ALAGOAS
Veterinária Mayara Gusmão.

Veterinária Mayara Gusmão.

Enquanto o Instituto do Meio Ambiente não aprovar o projeto para a instalação da primeira indústria alagoana a Capisu, especializada no abate de suínos e caprinos, a população alagoana que consome esses produtos está levando doenças para casa. A Médica veterinária adverte: "O consumo desses produtos sem a inspeção sanitária pode causar sérios transtornos na saúde do consumidor, inclusive levá-lo à morte", disse Mayara Gusmão.


Com a aprovação desse projeto será iniciada a obra e a aquisição dos equipamentos necessários para o funcionamento da indústria, que inicialmente irá gerar 70 empregos, para os habitantes de Santa Luzia do Norte, conforme disse o empresário Joel Gusmão. 


A burocracia do Ministério da Agricultura, vem se constituindo o único obstáculo na aprovação do projeto que se encontra no aguardando o parecer desde o dia 15 de julho de 2014. 


Em contato com o empresário Joel Gusmão, o prefeito João Pereira informou que irá procurar a bancada federal, através do deputado Paulo Fernandes, Paulão do PT de Alagoas, para que possa intervir na aprovação total do projeto cuja liberação do funcionamento do matadouro, já que o ministério aprovou o projeto ambiental da indústria. 


" Digo de primeira mão, que o município aprovará esse projeto, que irá proporcionar o desenvolvimento do município e quero agradecer ao empresário Joel Gusmão em ter escolhido Santa Luzia para implantar sua indústria.
O nosso município não suporta mais servidores, então temos que procurar alternativas na iniciativa privada, objetivando proporcionar empregos para os santa-luzienses'. Lamentavelmente, os gestores que me antecederam não lutaram para proporcionar uma melhoria de vida para nossos habitantes, que basicamente contam com o serviço público, no caso a prefeitura e a pesca, para a sobrevivência de suas famílias", afirmou Pereira.


Para a médica veterinária Mayara Gusmão, coordenadora da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do município: "Não só Santa Luzia mas os demais municípios do estado estão na mesma situação, já que não há uma indústria para o abate acompanhado por veterinários, onde o animal só é abatido quando se constata não ter nenhuma doença, que venha a comprometer a saúde do consumidor. Podemos citar, entre estas doenças, a Cisticercose. Essa doença afeta o consumidor com paralisia nos órgão e pode levá-lo até a morte.


Continuando, disse Mayara, que: "Esses produtos vendidos nas feirinhas e no mercado são comprometedoras para a saúde do consumidor porque esses animais são abatidos em terrenos baldios ou às margens das lagoas e rios, não possuem nenhum tipo de acompanhamento da vigilância e o produto chega a mesa do consumidor sem nenhum acompanhamento de sanitarista.


A indústria


Com a instalação dessa indústria, o alagoano terá à mesa, um alimento inspecionado pela Vigilância Sanitária e de boa qualidade. Por exemplo: As carnes tanto dos suínos quanto dos Caprinos, só vai chegar à mesa do consumidor se for constatada que os animais não possuam nenhuma doença. No caso da Cisticercose, quando o médico sanitarista examinar o animal e ele tiver com uns grãos, tanto no fígado quanto no cérebro, esses produtos são imediatamente descartados para o consumo humano.


“O prefeito João Pereira vem realizando um bom trabalho à frente deste município, mas infelizmente algumas pessoas ainda não entenderam que esta administração está sendo uma das melhores deste município. Essa luta dele para o índice reduzir o desemprego em Santa Luzia deve ser vista com bons olhos pela população. Com o funcionamento desta indústria, o município passará a contar inicialmente com 70 empregos para os santa-luzienses. Isso a população deve tomar conhecimento", finalizou a médica sanitarista formada pela Universidade Federal de Alagoas em 2005.

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