Hospitais atendem demanda do HGE e atendimento de hemodiálise é garantido
21/03/2016 14:38 em Ciência e Saúde

Foto: Adailson Calheiros / Arquivo

Três unidades hospitalares irão atender a demanda do Hospital Geral do Estado de pacientes que precisam de hemodiálise a partir de agora

Três unidades hospitalares irão atender a demanda do Hospital Geral do Estado de pacientes que precisam de hemodiálise a partir de agora

O problema da falta de novos atendimentos em hemodiálise em Maceió para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) foi resolvido na sexta-feira (18) após reunião realizada na Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ficou decidido que três unidades hospitalares – Hospital Vida, Hospital Ortopédico e o Hospital do Açúcar – irão atender a demanda do Hospital Geral do Estado (HGE) a partir de agora.

Entretanto, algumas questões como a dívida do Município de Maceió com as unidades que prestam o serviço de hemodiálise e a regulamentação desse serviço pelo Complexo Regulador Assistencial (Cora) ficaram para serem tratadas em um próximo encontro a ser realizado no dia 8 de abril.

A dívida do Município de Maceió com os prestadores de serviço de hemodiálise se aproxima, segundo José Wilton, presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), de um milhão de reais. “Mesmo com essas pendências, não há mais prejuízo para o atendimento de novos pacientes que precisam do tratamento de hemodiálise. Também no dia 8 de abril iremos tratar de um calendário de contratualização de serviços privados para fortalecer essa rede”.

Ele também informa que o Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) deve ser procurado para aumentar sua participação nos atendimentos de hemodiálise. Segundo o presidente do CES, essa unidade hospitalar possui 12 máquinas para o procedimento, mas apenas sete estão funcionando.

A reportagem da Tribuna Independente tentou entrar em contato com o HU para que comentasse o assunto, mas não obteve sucesso.

Estado está sem remédios para nefrologia

José Wilton também informou à reportagem da Tribuna Independente que desde o último mês de novembro procurou saber da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) o motivo da falta de medicamentos para nefrologia nas farmácias públicas estaduais e que também vai convocá-la para a reunião de 8 de abril.

“Precisamos saber da Sesau o motivo da falta de medicamento e como ela vai cumprir sua contrapartida em relação à hemodiálise. Para se ter uma ideia, os exames que antecedem as cirurgias estão sendo realizados em Goiânia”, diz o presidente do CES.

Em nota, a Sesau garante que a “Superintendência de Logística vem atuando para assegurar o abastecimento contínuo dos medicamentos destinados a pacientes renais crônicos”.

A secretaria também alega que a demora na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pela Assembleia Legislativa Estadual (ALE) “resultou no atraso para conclusão dos processos referentes às licitações”.

José Wilton voltou a criticar o Estado e o Município de Maceió por não cumprirem com suas respectivas contrapartidas em relação aos atendimentos de hemodiálise pelo SUS. “Até que em relação a Maceió estamos mais encaminhados, mas mesmo assim a contrapartida não é cumprida. Eles [SMS] ficaram de tratar desse tema no dia 8 de abril. O SUS é tripartite e não pode ficar apenas dependendo de recursos federais”.

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