Nº de vacinas contra H1N1 aumenta mas procura causa falta em postos de saúde
18/05/2016 11:50 em Ciência e Saúde

Foto: Sandro Lima

Procura pela vacina contra H1N1 aumenta na reta final da campanha

Procura pela vacina contra H1N1 aumenta na reta final da campanha

A procura pela vacina contra o vírus H1N1 aumentou na reta final da campanha de imunização que termina no próximo dia 20. Esse crescimento do número de pessoas nos postos de saúde tem provocado mais rapidez no esgotamento das doses diárias que chegam às unidades de saúde de Maceió, mas isso não significa que há risco de falta de medicamento.

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 153 mil pessoas do público-alvo já foram vacinas contra o H1N1 em Maceió. “Isso representa 75% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e a quantidade de doses disponíveis são mais que o suficiente para atingirmos a meta de 80% do público-alvo da campanha de vacinação”. A meta de vacinação em Maceió é 199 mil pessoas.

A reportagem da Tribuna Independente esteve em duas unidades de saúde de Maceió. Em ambas o número de doses encaminhadas pela SMS aumentou na terça-feira (17) em relação à segunda-feira (16). Na Unidade Básica de Saúde Rolland Simon, localizada no bairro do Vergel do Lago, a quantidade de vacinas dobrou, passando de 200 doses para 400.

Já no II Centro de Saúde Dr. Diógenes Jucá Bernardes, localizado na Praça Maravilha, as doses aumentaram de 300 para 500. “No começo da campanha as pessoas vinham em busca da vacina como se elas fossem acabar no outro dia. Isso se deu por causa do terrorismo que a mídia causou sobre a possibilidade surto da influenza. Após dez dias de campanha, o movimento diminuiu muito, mas agora no final a movimentação de pessoas está parecida com o início”, diz Tiago Muniz, coordenador do II Centro.

Segundo ele, apenas na unidade de saúde que coordenada o número de imunizados contra o vírus H1N1 deve ultrapassar os 10 mil.

“Tem gente que espalha que há risco de as vacinas acabarem, mas isso é boato. Muitas vezes as pessoas não se enquadram no público-alvo e não entendem que não podem ser medicadas na campanha e muitas vezes acham que isso é porque o medicamento vai acabar”, completa Tiago. 

A SMS explica que uma prorrogação da campanha só ocorrerá caso o Ministério da Saúde (MS) assim determine.

PÚBLICO-ALVO

A campanha de vacinação contra a gripe H1N1 está sendo realizada neste ano com a definição de grupos prioritários: crianças com idade entre seis meses e cinco anos, trabalhadores da área de saúde, gestantes, puérperas, população indígena, idosos com 60 anos ou mais, pessoas portadoras de doenças crônicas, jovens com idade entre 12 e 21 anos em cumprimento de medidas socioeducativas e funcionários do sistema prisional.

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