Após incentivar incêndio em viaturas da SMTT, Albuquerque recua e pede desculpas
13/08/2019 18:41 em MACEIÓ ALAGOAS

O embate político entre o deputado Antônio Albuquerque (PTB) e o prefeito Rui Palmeira (PSDB) por conta de suas críticas à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) voltou a ser motivo de ataques do parlamentar. 

Na sessão ordinária desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa, o  deputado manteve a acusação de que o órgão pratica abuso e alimenta a indústria da multa. Ele também disse que pode vir a pagar um advogado para o homem que ateou fogo a uma viatura da SMTT, há duas semanas.

 

Albuquerque começou o pronunciamento se desculpando por ter se excedido no apoio ao gesto de um cidadão que foi ao órgão e ateou fogo numa viatura. Quando se pronunciou, em plenário, ele acabou sugerindo que deveria ter destruído os outros veículos.

"Não compactuo com o erro. Mas o que está acontecendo em Maceió é uma arrecadação imoral dessa indústria da multa. Nunca uma fala minha repercutiu tanto quanto as críticas que fiz à SMTT, na semana passada, contra os ataques que têm sido feitos a segmentos da sociedade. Me desculpo pelo meu excesso. Mas mantenho minhas críticas e até me proponho a pagar o advogado daquele cidadão que teve aquele gesto. Caso não tenha condições é só me procurar", declarou o parlamentar.

Em relação ao posicionamento do prefeito Rui Palmeira, que esta semana disse que não comentaria o discurso do deputado porque "toda Alagoas sabe quem ele é", Albuquerque chegou a concordar alegando que foi eleito por sete vezes. 

"Pela primeira vez falou a verdade. Alagoas me conhece e já me elegeu sete vezes e também conhece o prefeito, tanto que já o elegeu o pior gestor de Maceió e que, com certeza, seria derrotado caso pudesse disputar novamente a eleição", ironizou Albuquerque.

 

Outro tema que não tem agradado o parlamentar são as ações da FPI do São Francisco, que em sua avaliação têm submetido "homens de bem como se fossem criminosos" porque estaria cometendo o crime de "criar pássaros em gaiolas". O parlamentar afirmou que faz as críticas porque não teme nenhuma delas depois de 27 anos de vida pública.

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